quinta-feira, 29 de setembro de 2011

ATRÁS DO PALCO

Ricardo Scolaro na 'construção' do tom
A rotina deste jovem caçadorense, divide-se na atuação como supervisor de segurança no trabalho, da Brasil Foods - BRF (Perdigão), em Videira; e como baterista da Zappa Cítrico

Mariana Piacentini
Jornalista



Tal qual Chico Buarque, Ricardo Scolaro transforma sua rotina em musicalidade. O primeiro - compositor renomado - escreveu o Hino da Segurança do Trabalho; e o segundo - talento no anonimato - faz a sua "construção" musical a cada apresentação. Nesta edição, ele tem sua história apresentada na série ‘ATRÁS DO PALCO – Valorizando o anonimato caçadorense’ que visa apresentar à comunidade os talentos do Município.
A rotina de Ricardo Scolaro, divide-se na atuação como supervisor de segurança no trabalho, da Brasil Foods - BRF (Perdigão), em Videira; e como baterista da Zappa Cítrico. Ao unir a técnica laboral à musicalidade da bateria, ele transforma emoção em algo passível de transmissão: a música.
Nascido em 4 de setembro de 1987, Ricardo Scolaro - filho de Cesar Scolaro e Márcia Rejane Piccinini Scolaro - tem a música como norte. "Acredito que qualquer músico que realmente se empenhe e goste muito do que faz têm como maior alegria receber do público o reconhecimento de seu trabalho", comenta o jovem caçadorense.
O baterista da Zappa Cítrico conta seu interesse pela música. "Desde criança, quando entrava em lojas de instrumentos musicais, a primeira coisa que eu fazia era correr para a bateria e ficar pisando no pedal do bumbo até que me pedissem pra parar", recorda.
Amante da percussão em geral, desde criança, Scolaro sempre quis ter uma bateria. E aos 15 anos comprou a primeira e iniciou a prática, fazendo aulas e praticando a arte. "Acho que sempre carreguei no sangue esse amor pela 'batera' e percussão em geral, gosto de dar ritmo às coisas", frisa.


VALORIZAÇÃO
Incentivo ausente no Município
"Caçador é uma cidade que tradicionalmente não incentiva a cultura da música, são muito poucas e isoladas as ações que tratam deste fim por aqui, ainda mais se falando de Rock", desabafa o baterista. Scolaro elenca algumas das dificuldades enfrentadas diariamente.
No entanto, o jovem músico diz que 'ser músico é muito gratificante'. "Somente o fato de poder ter acesso a um instrumento, poder utilizá-lo para criar o meu som, ter uma banda, fazer shows, e receber o carinho do público já me deixa muito contente.

ZAPPA CÍTRICO
Raiz e musicalidade do rock

A banda caçadorense de Pop Rock e Rock N’ Roll Zappa Cítrico, tem sido o foco no cenário musical do Município. "A idéia da banda é unir a essência do Rock N' Roll raiz e a musicalidade mais acessível e apreciável pelas pessoas que não necessariamente curtam Rock", explica o baterista, Ricardo Scolaro.
"Tenho um gosto bastante variado na música, não me restrinjo a escutar o estilo musical Rock N' Roll, nem a vertente musical que tocamos dentro do Rock", destaca Scolaro. Ele cita como inspiação: Raimundos, CPM 22, Guns N' Roses, Cachorro Grande, The Beatles, Ultraje a Rigor, Iron Maiden, Metallica.
Scolaro detalha o estilo musical da banda - mais acústico, embora, distante do Pop. "Acho que temos um estilo próprio, não consigo ver semelhança entre as nossas canções com as de uma outra banda", descreve, comentando o sonho de obter reconhecimento nacional do grupo. "Além de gravar vários discos e fazer vários shows, enfim, poder levar a alegria e a energia da Zappa para todo Brasil", projeta.




FICHA TÉCNICA
Nome completo: Ricardo Piccinini Scolaro
Data de nascimento: 04/09/1987
Naturalidade: Caçador, SC
Filiação: Cesar Scolaro e Márcia Rejane Piccinini Scolaro
Profissão: Supervisor de Segurança no Trabalho, empresa BRF - Brasil Foods (Perdigão) de Videira-SC

TRABALHOS
02/10/09 - Participação na segunda fase eliminatória do FAU - Joaçaba/SC
03/10/09 - Duas músicas inscritas selecionadas para a final do FAU - Joaçaba/SC.
23/10/09 - Apresentação no debate jovem da Assembléia Legislativa de SC, em Caçador
30/10/09 - Eliminatória da FEMIC em Caçador - 1ª Colocada na 1ª Etapa.
18/12/09 - Festa de Lançamento da Zappa Cítrico em Caçador, no Roullette Pub
19/03/10 - Segunda Fase Eliminatória da FEMIC em Caçador
09/05/10 - ZC na FEMI - Xanxerê-SC
17/07/10 - ZC no Hunts Rock IX - Caçador -SC

PREMIAÇÕES
03/10/09 - A Zappa têm suas duas músicas inscritas selecionadas para a final do FAU - Joaçaba/SC
30/10/09 - Eliminatória da FEMIC em Caçador - 1ª Colocada na 1ª Etapa

PARTICIPE
Tenha sua história contada

A série do Diário Caçadorense - www.diariocacadorense.com - denominada ‘ATRÁS DO PALCO – Valorizando o anonimato caçadorense’ visa apresentar à comunidade os talentos do Município. A iniciativa visa divulgar o trabalho de artistas do palco, música, artes plástica, entre outros e dar reconhecimento da população local/regional.
Além de Pinduca, histórias da vida de atores, músicos, escritores, artistas plásticos, entre outros serão contadas semanalmente. SERVIÇO: Interessados podem entrar em contato através do email mpiacentini_5@hotmail.com ou pelos telefones 8811-0272 e 3567-1338.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

ATRÁS DO PALCO

com vocês: LUCINEI PAES
Lucinei Paes Andrade inaugura nova série do DC, repleta de histórias de atores, músicos, escritores, artistas plásticos, entre outros - contadas semanalmente



Mariana Piacentini
Jornalista

A nova série do Diário Caçadorense - www.diariocacadorense.com - denominada ‘ATRÁS DO PALCO – Valorizando o anonimato caçadorense’ visa apresentar à comunidade os talentos do Município. A iniciativa visa divulgar o trabalho de artistas do palco, música, artes plástica, entre outros e dar reconhecimento da população local/regional. O quadro será estreado pela renomada atriz, professora de teatro e contadora de histórias, Lucinei Xavier Paes.
Nossa entrevistada de hoje, nasceu em 23 de março de 1966, em Caçador, a filha de Alvino Xavier Paes (falecido) e Tereza Pereira de Souza Paes. "Aos nove anos, intuitivamente decidi minha profissão. Aos 12 anos, descobri que tinha talento, através de um estímulo da professora de português, a Dona Almira. Aos 19 anos, fui morar em Curitiba para estudar Artes Cênicas", recorda.
Além de Lu Paes, histórias da vida de atores, músicos, escritores, artistas plásticos, entre outros serão contadas semanalmente. SERVIÇO: Interessados podem entrar em contato através do email mpiacentini_5@hotmail.com ou pelos telefones 8811-0272 e 3567-1338.



FICHA TÉCNICA
Nome completo: Lucinei Xavier Paes – Lu Paes
Data de nascimento: 23/03/1966
Naturalidade: Caçador - SC
Profissão: Professora de Teatro

Constam em seu currículo, experiência teatral na direção, produção, criação de figurinos, maquiagem, adereços e cenário. Mais de 100 montagens - de peças infantis - através da Fundação Municipal de Cultura, Colégio de aplicação da UnC, Escola Primeiros Passos, GERED e Cursos livres de teatro. Além de 10 performances montadas, 12 esquetes, sete peças adultas, oito peças educativas, e atuação como atriz. Entre outros trabalhos em Caçador, Curitiba e Florianópolis.
No cinema atuou como figurinista e maquiadora no curta-metragem: A história de Love, direção de Uriel Pereira. Assistente de produção, no Santa Catarina em cena: Os três monges e o exército encantado, sob a direção Big Villas Boas. Atuou na equipe de coordenação no Curta Circuito - 2006, Mostra de curtas-metragens. Além de produtora executiva, assistente de direção e figurinista do Projeto de cinema e teatro Outra Visão, sob a direção: Marcos de Souza (Rio de Janeiro - Alemanha).
A premiada diretora, produtora, figurinista, Lu Paes, atualmente é contadora de histórias e trabalha como professora no projeto que idealizou e desenvolve: Projeto Cultural Eu Conto, Tu Contas, Ele Conta (HTTP://projetoeucontotucontaseleconta.blogspot.com).
Lu conta que o projeto é realizado junto a outros professores no Centro Educacional Multidisciplinar (CEM), da escola Municipal Maria Luiza Barbosa, no bairro Martello. Através do apoio da da Secretaria Municipal de Educação são realizadas aulas de contação de histórias, audiovisual e artes visuais.
A artista caçadorense também é professora da disciplina Corpo, Som e Movimento, no Curso de Artes Visuais da Universidade do Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP). E, todas as semanas, apresenta um espetáculo de contação de histórias nas escolas municipais de Caçador, junto ao ator Hélio Pires.

DIRETORA
Mais de 100 espetáculos montados

Desde 1996 atua como professora de teatro pela Prefeitura Municipal de Caçador, através da Fundação Municipal de Cultura e como diretora cênica na cidade e no Alto Vale do Rio do Peixe. Montou mais de 100 espetáculos com crianças, jovens e adultos e ministrou cursos em toda a região.
Indicada pela Secretaria Municipal de Educação de Caçador em 2010, ao Prêmio Estadual de Educação Elpídio Barbosa, tem entre as mais recentes produções: A Cantora Careca – Eugene Ionesco – 03 premiações no Festival de Teatro de Joaçaba – FESTEJO 2009 – Melhor figurino, melhor cenário e 3º melhor espetáculo; O Casamento do Pequeno Burguês – Berthold Brecht; A Paixão de Clotilde – Laerte Ortega; e O Pequeno Principe – Saint Exupéry.
Atualmente pesquisa e estuda a arte da Contação de Histórias. Criou em 2010, através da Lei de Apoio a projetos culturais da Fundação Municipal de Cultura de Caçador, o projeto “Valores Essenciais”, um espetáculo de contação de histórias, música e performance que foi levado a 08 comunidades rurais de Caçador, escolas públicas e particulares. Foi convidada a fazer uma participação especial no espetáculo “O Caminho das Histórias” de Guga Cidral e Tina de Souza, no dia 19 de dezembro de 2010, no Teatro Guaíra de Curitiba, PR.





HISTÓRIA
Lu e o despertar para a arte

O ano de 1975 foi marcante na vida de Lu Paes, e consequentemente, para milhares de pessoas que ela atingiu com a sua arte. Nesta época, ela descobre o gosto pelo teatro, porém, não consegue desenvolver-se em Caçador por falta de grupos, escolas e oficinas de teatro.
Em 1985, aos 19 anos de idade, muda-se para Curitiba para estudar teatro, onde faz no ano seguinte o vestibular para Artes Cênicas, iniciando a faculdade em 1987. Três anos mis tarde, Lu Paes tranca a faculdade e vai morar, juntamente com um grupo de Yoga, na Chapada dos Guimarães em Mato Grosso, buscando o autoconhecimento.
No ano de 91, retorna para Caçador e ajuda a fundar a Associação de Artistas e Artesãos de Caçador (ARCA). Participa ainda do início do Grupo de Teatro Universitário Temporá. Ainda neste ano, Lu Paes já ministrava oficinas de teatro em Caçador, atuando na peça e levando muitos dos seus alunos para participar.
Como professora de teatro, Lu Paes, admira muito o trabalho desenvolvido por Augusto Boal, com o seu método do Teatro do Oprimido. Como atriz e contadora de histórias, o trabalho do grupo carioca: Tapetes Contadores de Histórias. "Admiro a todos os artistas que seguem o que o mestre do teatro russo, Constantin Stanislavski, nos deixou em sua obra: “Ame mais a arte em você, do que a você na arte.”", enfatiza.
FÚRIA CABOCLA
Organização do sucesso em Caçador

No ano de 91, Lu Paes auxilia o Grupo de Teatro Universitário Temporá, a encontrar um texto sobre a Guerra do Contestado para montar. Devido a sua renomada rede de contatos, ela segue para Curitiba e nde consegue o texto “O Contestado”, e a autorização para a montagem do autor Romário Borelli .
O grupo caçadorense monta, alcança grande sucesso e apresenta por muitos anos nesta e em muitas outras cidades do sul do Brasil. "Em 2005, essa peça que até então só tinha sido apresentada em palco italiano, transforma-se num mega espetáculo de arena, “O Contestado - A Fúria Cabocla”, com cerca de 300 atores, cavalos, canhões, trem, avião de tamanho real e a participação de dois atores conhecidos nacionalmente. Cerca de 25 mil pessoas assistiram as apresentações que aconteceram no centro de Caçador.

CURSOS
Reciclagem de conhecimento

"Paralelamente ao curso, participei de grupos de teatro, fiz muitos cursos, fiz cursos, assisti a palestras e workshops com profissionais renomados na área, alguns deles: Antônio Abujamra, Luiz Carlos Arutim, Cida Moreira, Dina Sfat, Fernanda Montenegro, Mauro Zanatta, Laerte Ortega, Fátima Ortiz, entre outros. Assisti a dezenas de bons espetáculos, fui a festivais e convivi com ótimos profissionais do meio teatral de Curitiba", descreve Lu Paes. Participou de aproximadamente 40 cursos voltados à carreira de artes cênicas.

FUNDAÇÃO
Voo Coopeativa de Teatro

Na década de 70, funda a Vôo Cooperativa de Teatro, realizando shows de palhaços, intervenções urbanas, teatro de bonecos entre outros eventos culturais. Trabalha como atriz na comédia “A Infidelidade ao Alcance de Todos”, de Lauro César Muniz, fazendo apresentações em Caçador, São Miguel do Oeste e Guaraciaba.



PROJETO
Teatro na Escola

Em 2000 inicia o Projeto Teatro na Escola pela 14ª CRE – Coordenadoria Regional de Educação, para a montagem de um espetáculo, envolvendo todas as escolas da rede estadual de educação de Caçador, em alusão aos 500 anos do Brasil. Monta um grupo em cada escola, sendo que cada qual encena uma parte da história.
O espetáculo final teve a participação de 223 alunos –atores que além de atuarem, realizaram um grande pesquisa histórica e musical de cada época. Essa peça: “Brasil, uma história de 500 anos”, abriu a I Mostra de teatro escolar da 14ª CRE.

PROJETO
Teatro nos Bairros

No ano de 2006, inicia o projeto “Teatro nos Bairros”, encenando a comédia popular “A Paixão de Clotilde” no centro comunitário do bairro Berger, alcançando grande sucesso de público. “A Jangada” de Dorival Caymmi, pela oficina de teatro da Coordenadoria de cultura da Prefeitura Municipal de Caçador. Monta “A Menina e o Vento” de Maria Clara Machado com os alunos da oficina de teatro do Colégio de Aplicação da UnC.

FORMAÇÃO ESCOLAR
1987-92 – PUC - Pontifícia Universidade Católica do Paraná
Fundação Teatro Guaíra – Curitiba – PR
Curso Superior de Artes Cênicas
2003-06- UnC - Universidade do Contestado – Campus de Caçador
Pós-graduação em arte-educação

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL
Professora de teatro

Lu Paes ainda atuou como professora de teatro na Prefeitura Municipal de Caçador, através da Fundação Municipal de Cultura entre 1996 e 2010. Ministrou cursos livres de iniciação teatral no Município e na região, totalizando 700 horas/aula, entre 1996 a 2008.
A mestre de artes cênicas tamb´m desenvolveu trabalho na Associação dos Municípios do Alto vale do Rio do Peixe (Amarp); o Projeto Athos e Desathos – capacitação de professores das escolas da região, em 2008; e no Colégio de Aplicação da UnC entre 1998 e 2007.
Trabalhou na Universidade do Contestado – Campus de Concórdia – Magister em Artes ministrando180 horas/aula – 1999 a 2000; na Escola Primeiros Passos, entre 2003 e 2004. E, na Secretaria de Estado da Educação, realizou montagem de uma peça com 223 atores (de todas as escolas estaduais de Caçador), no ano de 2000.
Atuou na Secretaria da Família, com teatro nos assentamentos da reforma agrária (Lebon Régis e Calmon) em 2000. Além do Centro de Direitos Humanos de Caçador e região, com o Projeto Meninos e Meninas Infratores, em 1999. E, na Prefeitura Municipal de Curitiba, desenvolveu o Projeto Irmão Menor, entre 1987 a 1988.

VOLUNTARIADO
Criação e direção de peças educativas

A nossa artistas caçadorense, Lu Paes, também disseminou a arte para diversas pessoas, promovendo a inclusão social. Diversos trabalhos voluntários foram efetuados no Conselho Tutelar, Pastoral da Criança, Associação dos Amigos dos Bichos de Casa (AABC); na Associação dos Amigos dos Surdos de Caçador (Apas); e Centro de direitos humanos de Caçador e região.
Além de desenvolver montagem de peça teatral na Catedral São Francisco de Assis; no Hospital Maicé, com a capacitação de equipe de palhaços para hospitais através do Projeto Anjos da Saúde; na Escola Rural 30 de Outubro, em Lebon Régis, com resgate da história do assentamento; e montagem de espetáculo.
PREMIAÇÕES
Trabalhos em destaque
I FESTEJO – Festival de teatro de Joaçaba – UNOESC - 2009
Peça Teatral: A Cantora Careca – (peça do teatro do absurdo)
Autor: Eugene Ionesco
Função: Diretora/ Produtora/ Figurinista
Espetáculo mais premiado do festival: Melhor figurino, melhor cenografia e 3º Melhor espetáculo

INCENTIVO
Pontos de apoio

"Minhas primeiras incentivadora foram a professora Elza Colla, do segundo ano das séries iniciais e D. Almira, professora de português do sexto ano das séries finais. Mas principalmente minha mãe, que me ensinou a ler e me apoiou em todos os sentidos do início até os dias atuais", relata.
A professora cita ainda o grande apoio da irmã Sirlei e sua família (Curitiba), a tia Anita e sua família (Curitiba), da amiga Elena (Curitiba), da amiga Joana Izar (Curitiba), a amiga Tina de Souza (Curitiba), tia Lélia (Caçador), a amiga Carmem (Caçador). "E muitas outras pessoas que apóiam e incentivam meu trabalho", completa.
LEMBRANÇAS
Dificuldades transformadas em crescimento

Uma das dificuldades citadas por ela, foi a mudança das moradias, quando residia em Curitiba. "Como dizia Renato Russo: “já morei em tanta casa que nem me lembro mais...”. Convivi com pessoas das mais diferentes cidades e nacionalidades. Tudo isso, me ajudou a ter uma visão multicultural, compreender a diversidade, ser versátil, aberta às mudanças, e ter sempre a humildade de aprender, buscando ser na vida “Um eterno aprendiz”", desabafa.
Lu Paes destaca os passos para o crescimento pessoal. "Quem quer crescer, precisa sair do ninho, da zona de conforto, do comodismo, passar por cima da auto-piedade, enfrentar os medos, aprender a se adaptar às situações, ser trabalhador, honesto, e ter sempre a humildade de aprender com o outro", acrescenta.

PROJETOS
Sonhos em desenvolvimento

Apesar do currículo extenso - e invejável - Lu Paes comenta os projetos relacionado à sua profissão. Dentre elas pretende desenvolver espetáculos de contação de histórias, com elementos de teatro, música e dança, encantando, levando conhecimento, sabedoria, consciência, cura, através do poder das histórias, dos mitos, lendas e fábulas.
"Desta forma, penso em alcançar a felicidade interior, e os meios de sobrevivência material, fazendo a minha parte para um mundo mais justo, alegre e fraterno", conclui.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ponte Antônio Bortolon, marco urbanístico

FOTOS: Mariana Piacentini

A ponte coberta, localizada entre a Rua José Boiteux e a Rua Rui Barbosa, perpetua a tradição da arquitetura dos imigrantes europeus e em sua história contada no DC

Mariana Piacentini
Jornalista

A cidade tem vários monumentos e lugares históricos, muitos alusivos à Guerra do Contestado. A Ponte de Madeira Antonio Bortolon, edificada em 1924, foi destruída pela enchente de 1983 e reconstruída, mantendo-se o estilo da primeira obra. A história da obra é contada na série 'Fazendo Turismo em Caçador', no Diário Caçadorense.
A tradicional ponte coberta - como é popularente conhecida - é hoje, um marco urbanístico e histórico do Município. Construída para facilitar a travessia do Rio do Peixe, ligação centro-Santelmo, ela antém a tradição da arquitetura dos imigrantes europeus que aqui povoram.
Antes considerada elo entre as duas comunidades - importante à unificação de Rio Caçador, transformado em Município, uma década após sua construção - hoje como símbolo da história deste Município.
Construída com pequenas tábuas de madeira de imbuía, foi projetada por Pedro Bortolon, que utilizou como modelo a ponte Delle Alpi na região de Vicenza. Formada por 45 metros de extensão e 2,4 metros de altura - em sua entrada - tem capacidade de cinco toneladas. Atualmente está localizada entre a Rua José Boiteux e a Rua Rui Barbosa.

Depois de ser derrubada e reconstruída, teve sua última reforma em 2000




sábado, 10 de setembro de 2011

Estação Ferroviária: alavanca de desenvolvimento

FOTOS: MARIANA PIACENTINI

Inaugurada no dia 1º de maio de 1910, tornou-se o marco deste período que estimulou a colonizaçãoe e movimentou a economia deste Município; hoje um dos pontos turísticos locais

Mariana Piacentini
Jornalista


A economia de Caçador baseada na extração e industrialização da madeira recebeu novos atrativos em 1910. Após a construção da estrada de ferro São Paulo / Rio Grande do Sul, foi inaugurada, em 1ºde maio do memso ano, a Estação Ferroviária Rio Caçador. Estimulou a colonização local na época, e até os dias atuais tem sua história ligada ao desenvolvimento sócio-econômico e cultural de Caçador.
Conforme dados repassados pelo historiador, Julio Corrente, a Estação, tem seu estilo inicial - em madeira - mantido através do Museu do Contestado, réplica da primeira obra. O local, reconstruído após incêndio, foi feito em alvenaria no ano de 1944, pela empresa Três Irmãos Tha, de Curitiba. A mudança causou tamanha repercussão, devido o estilo arquitetônico, consierado um dos mais modernos do sul do país.
PIONEIROSMO: Até hoje a Estação Rio Caçador representa o marco do desenvolvimento local e da potencialidade do Município daquela época. A obra foi uma das primeiras construções em alvenaria em Caçador, considerada a segunda leva do segmento arquietônico da cidade. Pois, até então, o Município caracterizava-se pelas construções em madeira.





Mesmo com o passar dos anos a Estação, mantém-se como uma referência socio, econômico e cultural

COMÉRCIO
Estímulo ao movimento econômico

Na época, a Estação Ferroviária movimentava o centro do povoado Rio Caçador. E, até a década de 50, era comum as pessoas irem à localidade para comprar produtos transporados pelos trens que chegavam na cidade. Relatos históricos comprovam inclusive as viagens internacionais, como que tinha a Argentina como destino.
Cartão postal de Caçador, a Estação reunia centenas de pessoas disposta a pagar pela entrada para ficar na plataforma , visando a compra de diversos produtos. "Era toda uma vida em cima da Estação, naquela época as pessoas vinham para ver o trem entrar e sair, e ter ocntato com pessoas de outros municípios", detalha Julio Correntes.
Ainda conforme o historiador, a Estação era um ponto de referência municipal, e a partir dela toda a cidade passou a crescer em sua volta. Restaurantes, hoteis, entre outros, foram construídos em Caçador, auxiliando o densenvolvimento da cidade. E, mesmo com o passar dos anos a Estação, mantém-se como uma referência local.





quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Praça NSA: a fé que motivou o progresso




FOTOS: MARIANA PIACENTINI
Espaço público desenvolveu-se graças a homenagem prestada à Nossa Senhora Aparecida - padroeira do Brasil - na década de 20, em Caçador


Mariana Piacentini
Jornalista


A Praça Nossa Senhora Aparecida inicia junto à cidade de Caçador. o espaço público recebeu esse nome após construção da capela de madeira bem no centro da praça, em homenagem à padroeira do Brasil: Nossa Senhora Aparecida.
Construída na década de 20, a capela estava situada no terreno que até então pertencia à Igreja local, situada entre as ruas Ozório Timmerman e a Avenida Barão do Rio Branco. Conforme o historiador Julio Corrente, as primeiras alterações da Praça NSA se deram nos anos 60. "As interferências ocorreram na época do prefeito Jucy Varela, que afastou a igrejinha após acerto do Poder Público com a Igreja", explica.
Nos anos seguintes decidiu-se fazer a capela em estilo colonial português, desta vez mais próxima ao fundo da praça. Na localidade foi alterado também o espaço ao redor, onde foi montada uma arquitetura fndamentada em árvores e bancos.
A parte baixa da pracinha também recebeu atenção, inclusive com a instalação de brinquedos destinados às crianças, tal como a iluminação própria, entre outras adaptações. Logo na década de 80, foram feitas novas mudanças, como desmanches de cercas e construção de alguns monumentos como o da Bíblia, popular no Município, e o Coreto, na década de 90.
ARBORIZAÇÃO: Segundo relatos históricos, as primeiras mudas de ávores plantadas na Praça NSA foram espécies do Pinheiro Amaricano, e a Araucária, ainda na década de 60. Na década de 90 a parte baixa da praça, onde existia poucas árvores, fica mais arborizada.Em 91, é feito um 'trote' na antiga UnC (hoje Uniarp), onde os acadêmicos plantaram.




CONHEÇA
História de Nossa Senhora Aparecida
(http://reporterdecristo.com/nossa-senhora-aparecida-2)

A imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada por dois pescadores do Rio Paraíba do Sul, na região de Guaratinguetá, estado de São Paulo, por volta do ano de 1717. Os pescadores Domingos Martins Garcia, João Alves e Filipe Pedroso já pescavam há bastante tempo, sem que conseguissem tirar peixe algum das águas do rio. Foi quando João trouxe em sua rede a parte correspondente ao corpo da imagem e, depois, lançando a rede um pouco mais distante, trouxe nela a cabeça da Senhora. Dali por diante, a pescaria tornou-se copiosa e, receosos de que a quantidade de peixe trazida para os barcos ocasionasse um naufrágio, os três amigos voltaram para casa, trazendo a imagem e contando a todos o prodígio que haviam vivido.
O culto à Senhora não tardou a tomar vulto. À imagem, que representa Nossa Senhora da Conceição, logo foi dado o nome de Aparecida, por ter aparecido do meio das águas nas mãos dos pescadores. Inicialmente instalada em uma capela na vila dos pescadores, já por volta do ano de 1745 teve sua primeira igreja oficial, em torno da qual viria a nascer o povoado e o santuário de Aparecida.
A consagração de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil ocorreu em 31 de maio de 1931, em uma celebração que reuniu, já naquela época, um milhão de pessoas. Os padres redentoristas, responsáveis pelo Santuário Nacional de Aparecida, foram os grandes animadores da construção da Basílica que hoje abriga a imagem da Senhora.

Capela construída em homenagem a padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida




PROTEÇÃO
Oração à Nossa Senhora Aparecida
Fonte: folhetos entregues na Basilica de Aparecida

Nossa Senhora Aparecida, aqui tendes, diante de vossa imagem, o vosso Brasil, o Brasil que vem novamente consagrar-se à vossa maternal proteção.
Escolhendo-vos por especial padroeira e advogada de nossa Pátria, nós queremos que ela seja inteiramente vossa.
Que seja vossa a sua natureza exuberante, vossas as suas riquezas, vossos os campos e as montanhas, os vales e os rios, vossas as cidades e as indústrias, vossa a sociedade, os lares e seus habitantes com tudo o que possuem, vosso, enfim, todo o Brasil.
Sim, Senhora da Conceição Aparecida, o Brasil é vosso. Por vossa intercessão temos recebido todos os bens que Deus nos prodigalizou e muitos ainda esperamos receber.
Obrigado por tudo, Virgem Mãe Aparecida. Abençoai, Senhora, o Brasil que vos agradece, o Brasil que vos ama, o Brasil que é vosso.
Protegei a Santa Igreja, preservai a nossa fé, defendei o Santo Padre, assisti os nossos bispos, santificai o nosso clero, amparai o nosso povo, esclarecei o nosso governo, guiai a nossa mente no caminho do bem e da verdade.
Rainha do Brasil, mãe de todos os brasileiros, venha a nós o amoroso reino do Pai. Por vossa mediação, venha à nossa pátria o Reino de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso. Amém.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Feira do Produtor: espelho da cultura local

Espaço destinado ao comércio de produtos agrícolas fesquinhos, e culinária caseira com gosto de infância é apresnetado na série do DC

Mariana Piacentini
Jornalista

Fotos: Mariana Piacentini


O espaço público em Caçador, destinado à comercialização de produtos agrícolas, pãos caseiros, tortas, bolachas, peixes e outros é a Feira do Produtor. Criada na década de 70, ela funciona até os dias de hoje na Avenida Aristiliano Ramos. Implantada para atender as necessidades do colono caçadorense, ela é o espelho da cultura local, onde visitantes e feirantes podem expressar seus hábitos e valores.
Além de ser uma fonte de renda e emprego, a Feira do Produtor também tornou-se um ponto de encontro do Município. Todos os sábados em cedinho, por volta das 7h, a população já está a espera dos comerciantes.
Apesar de tradicionais na maioria das regiões brasileiras, as feiras livres têm dificuldade em se manter por muito tempo. Em Caçador, a Feira do Produtor passou por mudanças, sobrevivendo às dificuldades e incrementando produtos ao passar dos anos. Atualmente ela oferece um pouco de tudo, e acaba por identificar os produtos típicos de Caçador e região.

Para que a Feirinha Livre, como é popularmente conhecida, continue sendo um espaço de compras, muitas mudanças foram feitas. "Ela foi fundada nos anos 70, para atender às necessidades dos produtores que solicitaram um local para expor e vender seus produtos. A importância da Feira do Produtor de Caçador é indiscutível", frisa Julio Corrente, historiador do Município.
O historiador destaca que na época o espaço foi cedido, a princípio em madeira, mais tarde em alvenaria. E, na década de 80, cerca de 100% dos produtores que comercializavam na localidade eram de Caçador. Agricultores da Linha Cará e do Rio Bugre eram os mais atuantes segundo ele. Além do diferencial de expositores de Rio das Antas, que até hoje, comercializam bolos, tortas entre outros.

DECADÊNCIA
Alternativa para fortalecer atividade

Para incrementar a atividade da feirinha popular, foram tomadas decisões importantes. Nesse período, em que a Feira do Produtor estava em decadêcia, a Prefeitura de Caçador implantou a Feira de Produtos Orgânicos, em frente da sua sede. "Havia mais movimento nesta do que na Feira Livre, tradicional no Município", comenta Corrente.
O historiador explica que a iniciativa de comercializar produtos orgânicos acabou por valorizar e aumentar o interesse da população por produtos agrícolas. Através desta medida, aqueles que comercializavam produtos orgânicos, foram convidados a oferecer seus produtos na Feira da Beira Rio.
Desta forma, a compra desses produtos foi recuperada, assim como o movimento junto a Feira do Produtor, localizada na Beira Rio (Avenida Aristilian Ramos), onde funciona até hoje. O centro de compras popular ganhou um incremento, durante esses anos, comercializa peixes, que iniciou há poucos anos no Município e se mantém firme no local.


ARQUITETURA
Reconstrução: da madeira à alvenaria

Depois de algum tempo, muitos agricultores deixaram de levar seus produtos à Feira do Produtor, devido a pouca vendagem. Construída em madeira, tinha sua beleza diferenciada, mas devido a falta de manutenção teve que ser derrubada e reconstruída. Devido essas modificações, muitas características foram perdidas com o tempo.
Foi a partir da última Administração Municipal de Onélio Menta, a característica da feirinha foi alterada, dessa vez, construída em alvenaria. A comercialização até então era na sexta-feira, e com o passar dos anos mudou para o sábado. "Hoje, a partir das 6h, os comerciantes chegam para expor ses produtos e logo começar a venda", informa Corrente.
De acordo com o historiador, a Prefeitura sempre apoiou esses trabalhos, auxiliando na fiscalização da venda e liberando o centro de compras populares. "Hoje a feirinha é utilizada em sua maioria por produtores de municípios vizinhos, tais como os de Macieira", fala.



quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Chaminé: 'teimosa' preservação histórica

Fotos: Mariana Piacentini
Chaminé chama a atenção pela beleza riqueza histórica
e referência ao setor madeireiro de Caçador

Mariana Piacentini
Jornalista

Monumento representa marco da potencialidade no setor madeireiro do Município e foi mantido graças ao empenho daquele que acompanhou sua construção, Domingos Brusco


A Chaminé - como é conhecida - é mantida no Município graças ao seu propritário, Domingos Brusco. A construção antiga, hoje ponto turístico local, é mantida inacta, tal como a preservação histórica que representa em nossa Caçador. O monumento que representa a dinâmica de uma serraria, foi construído na década de 40, sem data precisa de sua fundação. Ela é um dos pontos turísticos apresnetados pelo Diário Caçadorense, através da série Fazendo Turismo em Caçador.
Segundo informações repassadas pelo historiador Julio Corrente, diz a lenda que a Chaminé faz parte da indústria dos Irmãos Reichmann. Pioneira em Santa Catarina como produtora de palitos de dentes e de sorvetes, produzia ainda embalagens em caixas, já que na época, a atividade era uma das mais rentáveis no Município. Naquela época para carregar qualquer equipamento era em caixa de madeira.
Desde que foi construída a Chaminé mantém sua estrutura inicial de 40 metros de alura, aonde se fazia a queima da locomóvel. Ainda conforme Corrente, a história deste monumento é reconhecido como marco da indústria madeireira de Caçador, tanto pela área turistica quanto à estética.
O historiador ressalta a preservação da Chaminé, qe passou a ter seu potencial turístico aproveitado nos últimos anos. Corrente conta que seu atual proprietário - Dmingos Brusco - acompanhou a obra desde a sua construção e investe na manutenção do patrimônio até hoje. Este é um marco da potencialidade que existia em Caçador.