
Marcelo Rodrigo de Lima, já teve diversos trabalhos publicados conta como e porquê decidiu se arriscar no mundo das artes ilustrativas
Inspirado em Mike Ploog, Walt Disney, Mike Deodato, Allan Goldman, entre outros, um diamante bruto começa a ser lapidado. Adotando como estilo o cartoon, o chargista do novo site Diário Caçadorense, Marcelo Rodrigo de Lima, teve seu trabalho reconhecido recentemente. 1º lugar no Prêmio Adjori de Jornalismo/SC, categoria de melhor charge, deste ano, ele conta sua história.
O menino que na infância fazia esculturas em nó de pinho, quando morava na fazenda com os avós, sofreu um acidente e buscou algo para divertir-se. "Quebrei a perna aos 12 anos, foi quando surgiu realmente o interesse em desenho por que fiquei um mês internado, e mais de um ano sem caminhar", recorda.Após sua recuperação, Lima nunca mais abandonou o gosto pelo desenho. "Sempre tive incentivo da família que me apoiou até quando pensei em desistir e tentar outra profissão. Fui para Balneário Camboriú e passei a fazer ilustrações em um estúdio de moda. O irônico é que mesmo quando tentei trabalhar com outra coisa acabei trabalhando com desenhos", fala.
TRABALHOS: O desenhista, ilustrador e quadrinista já teve diversos trabalhos publicados. 'Caçador e sua história em quadrinhos', livro didático destinado à Prefeitura de Caçador, foi um deles. Além de algumas publicações em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraíba; em sites e blogs de fanzines. Ele que também enviou testes aos estúdios da Disney conta como e porquê decidiu se arriscar nas artes ilustrativas.
INÍCIO
Transformando rabiscos em arte
Há 18 anos, Marcelo Lima, passou a investir em sua vocação. "Decidi desenhar profissionalmente aos 16 anos quando ganhei meu primeiro dinheiro com os desenhos, trabalhando em campanhas políticas", relata.
De acordo com o desenhista, após pregar placas nas ruas e colar outdoors na campanha resolveu pintar um quadro branco com um pincel atômico. "Como não tinha nada pra fazer, resolvi tentar uns rabiscos no quadro. Tive medo de ser mandado embora por isso", recorda o dia que mudaria o rumo de sua vida.
Tamanha foi a surpresa do então adolescente, que teve o trabalho recohecido, mudou de cargo e passou a fazer charges. E, ao final da campanha política foi empregado do extinto Jornal Gazeta, onde fazia charges diárias e recebia R$ 100,00 ao mês. "Foi quando decidi qual seria a minha profissão", revela.
Hoje, prestador de serviços para estúdios, e chargista do site DIARIO CAÇADORENSE, recebe cerca de R$ 250,00 por página de história em quadrinho. "A criação de personagens varia de R$ 1.500 a R$ 2.000", informa, salientando que 95% dos seus trabalhos são vendidos para outros municípios.
"Aqui na cidade, o pessoal não dá muito valor ao trabalho acham bonito, lindo; mas se fala o preço acham um absurdo. E Caçador, para ter reconhecimento tem que fazer o nome e sucesso lá fora antes. Mas acredito que agora eu estou no caminho certo", completa.
META
Jovem traça planos à careira
"Agora estou me aventurando no mundo das tintas, pintando telas. Mas sempre com o mesmo tema, que é o cartoon", acrescenta. Lima conta que seu primeiro trabalho em tela foi com criaçã de personagens clássicos: Tom Sawyer e Huckleberry Finn. E, quando perguntado sobre seu sonho, revela que almeja o prêmio HQ Mix, que no mundo dos quadrinhos equivale-se ao Oscar para o Cinema. "Um dia eu ainda chegarei lá", avisa.
INSPIRAÇÃO
Influência do traçado
Marcelo Lima conta a fonte de sua inspirações, e cita os principais artistas que influenciaram sua vida profissional. "Mike Ploog, Walt Disney, Andreas Deja, Mozart Couto, Romano Scarpa, Don Rosa,Carl Barks, Uderzo e os brasileiros Mike Deodato, Allan Goldman, Joe Bennett e muitos outros que se eu for citar aqui da uma folha inteira", descreve.
INCENTIVO
Valorização, ainda escassa
O desenhista caçadorense, que tem sua arte estampada em jornais e sites de Caçador, entre outros estados brasileiros, comenta sobre o incentivo ao artista. "Em minha opinião, os órgãos públicos deveriam apoiar mais os artistas da cidade, muitos têm talento de sobra, mas ainda são diamantes brutos: precisam ser lapidados. Sem este incentivo a própria cidade perde", desabafa.
Transformando rabiscos em arte
Há 18 anos, Marcelo Lima, passou a investir em sua vocação. "Decidi desenhar profissionalmente aos 16 anos quando ganhei meu primeiro dinheiro com os desenhos, trabalhando em campanhas políticas", relata.
De acordo com o desenhista, após pregar placas nas ruas e colar outdoors na campanha resolveu pintar um quadro branco com um pincel atômico. "Como não tinha nada pra fazer, resolvi tentar uns rabiscos no quadro. Tive medo de ser mandado embora por isso", recorda o dia que mudaria o rumo de sua vida.
Tamanha foi a surpresa do então adolescente, que teve o trabalho recohecido, mudou de cargo e passou a fazer charges. E, ao final da campanha política foi empregado do extinto Jornal Gazeta, onde fazia charges diárias e recebia R$ 100,00 ao mês. "Foi quando decidi qual seria a minha profissão", revela.
Hoje, prestador de serviços para estúdios, e chargista do site DIARIO CAÇADORENSE, recebe cerca de R$ 250,00 por página de história em quadrinho. "A criação de personagens varia de R$ 1.500 a R$ 2.000", informa, salientando que 95% dos seus trabalhos são vendidos para outros municípios.
"Aqui na cidade, o pessoal não dá muito valor ao trabalho acham bonito, lindo; mas se fala o preço acham um absurdo. E Caçador, para ter reconhecimento tem que fazer o nome e sucesso lá fora antes. Mas acredito que agora eu estou no caminho certo", completa.
META
Jovem traça planos à careira
"Agora estou me aventurando no mundo das tintas, pintando telas. Mas sempre com o mesmo tema, que é o cartoon", acrescenta. Lima conta que seu primeiro trabalho em tela foi com criaçã de personagens clássicos: Tom Sawyer e Huckleberry Finn. E, quando perguntado sobre seu sonho, revela que almeja o prêmio HQ Mix, que no mundo dos quadrinhos equivale-se ao Oscar para o Cinema. "Um dia eu ainda chegarei lá", avisa.
INSPIRAÇÃO
Influência do traçado
Marcelo Lima conta a fonte de sua inspirações, e cita os principais artistas que influenciaram sua vida profissional. "Mike Ploog, Walt Disney, Andreas Deja, Mozart Couto, Romano Scarpa, Don Rosa,Carl Barks, Uderzo e os brasileiros Mike Deodato, Allan Goldman, Joe Bennett e muitos outros que se eu for citar aqui da uma folha inteira", descreve.
INCENTIVO
Valorização, ainda escassa
O desenhista caçadorense, que tem sua arte estampada em jornais e sites de Caçador, entre outros estados brasileiros, comenta sobre o incentivo ao artista. "Em minha opinião, os órgãos públicos deveriam apoiar mais os artistas da cidade, muitos têm talento de sobra, mas ainda são diamantes brutos: precisam ser lapidados. Sem este incentivo a própria cidade perde", desabafa.
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